segunda-feira, 3 de agosto de 2020

O quê o futuro nos reserva?!

Quem nunca ficou ansioso(a) para saber sobre seu futuro, seu destino? Saber se vai ficar rico, se vai encontrar o grande amor...? Quem não queria possuir uma bola de cristal, para decidir os rumos da vida? Quem nunca deu uma espiadela no horóscopo (mesmo achando tudo uma bobagem) ou procurou um(a) cartomante, quiromante, tarólogas(os), jogador(a) de búzios ou uma cigana para ler as mãos...? Se nunca fez nenhuma dessas opções, que atire a primeira pedra! (Mas cuidado para não machucar ninguém! rsrsrsrs...)

O caminho da vidência é milenar, variando os artifícios ‘simbólicos-materiais’ e civilizações. Assim, vamos trazer os 7 métodos curiosos de prever o futuro de algumas culturas antigas, a seguir:

1) Uma forma popular de vidência no Egito Antigo era a escatomancia, a arte de ver o futuro através das fezes (foto abaixo) onde o movimento de escaravelhos (uma espécie de besouro) era analisado, enquanto eles estavam envoltos em esterco. "Olha, que M...!"


2) Já os antigos romanos amavam os pássaros. As pessoas tinham grande interesse em estudar as espécies e seus padrões de voo, pois acreditavam que assim poderia adivinhar seus futuros – chamado de Augúrio (foto abaixo). 
As galinhas, particularmente, eram utilizadas para prever os resultados das batalhas. Sacerdotes espalhavam grãos na frente, e o entusiasmo com que elas comiam era correspondente ao grau de sucesso que as forças romanas iriam ter naquela batalha. 
Parece bizarro, mas funcionou muito bem. Teve até um caso famoso: Durante a primeira Guerra Púnica contra Cartago, o cônsul romano Publius Claudius Pulcher, estava no comando da marinha romana. Ele consultou as galinhas sobre o que ele pensou que seria um dia perfeito para atacar a frota cartaginesa. Mas as galinhas não se mostraram empolgadas com seu plano de batalha e se recusaram a comer qualquer coisa. Pulcher jogou as galinhas no mar, dizendo: “Se elas não comem, deixem-nas beber!”. Ninguém avisou a ele que galinhas, mal voam que dirá nadam?! 
Assim, ordenou que seus navios fossem para a batalha e sofreu uma derrota esmagadora, Pulcher foi chamado a Roma e julgado — não por perder a batalha, mas por matar as galinhas sagradas (coisa boa!) Ele foi condenado ao exílio e morreu logo depois. Quem mandou não respeitar as penosas?!?


3) Os ossos estão entre as ferramentas mais utilizadas para adivinhação – Osteomancia (foto abaixo) dos povos mais antigos. Os povos mepotâmicos, polinésios, siberianos, europeus e africanos (nação Zulu) tinham (e ainda têm) 'brincadeiras' com ossos que utilizam para a arte da adivinhação. Apesar das variações regionais, a técnica é a mesma: mentalizar as perguntas e ler as respostas conforme a disposição das peças.
Na China, as perguntas eram esculpidas nos ossos e, posteriormente, se colocava eles no fogo até que partissem. O tamanho da fenda era o que dava a resposta para o vidente. 
Os primeiros habitantes da Escócia usaram uma versão do osteomancia chamado "slinneanachd", em que o osso do ombro de um animal cozido era consultado. Mas para esse método dar certo, o osso nunca deveria ser tocado, por isso, quando iam comer, eles deveriam pegar a carne que ficava longe do osso. 
Na Era Medieval, os europeus utilizavam os ossos para fazer dados. Eles eram lixados e aperfeiçoados, e depois pintados com os pontos e traços até ficarem parecidos com os dados que temos atualmente.  A vidência funcionava da seguinte forma: jogavam-se os dados para o alto e, conforme a combinação dos símbolos sorteadas pelo dado, olhava-se numa placa o que ela significava e o que dizia sobre o futuro.
Era o "Cassino do Futuro": Joguem seus ossos e façam as suas apostas, rsrsrsrs...!


4) Outra forma de adivinhação muito antiga era por meio do pão de cevada – Alfitomancia (foto abaixo). Quando nossos antepassados queriam conhecer o culpado, entre vários acusados, faziam cada um comer um tosco pedaço de pão de cevada. Quem o digerisse facilmente era inocente, mas o culpado era descoberto porque não conseguiria engolir. Este procedimento empregava-se também nos chamados juízos de Deus, de onde vem este ditado popular- “Que eu me engasgue com este pedaço de pão se estou mentindo!”.
Não podia comer acompanhado de um copinho de leite, não?! 


5) A quinta adivinhação é a Gastromancia (foto abaixo, ilustrativa), feita por meio do estômago. Sim, acredite! Isso existe! 
Na Idade Média, alguns feiticeiros conheceram a arte de evocar os demônios (!) e fazê-los penetrar em seu estômago, de onde respondiam às perguntas formuladas, sem que o possuído movesse os lábios. Basicamente a adivinhação era feita com base nos sons emitidos pela barriga. (Para mim esses sons têm significados bem simples: é sinal de fome!)
Mais tarde, estudiosos chegaram a acreditar que os videntes que utilizavam esse método foram os precursores dos bonecos de ventríloquos. (risos) 


6) Uma maneira antiga e afortunadamente desaparecida, que consiste em predizer o futuro com base em sacrifícios humanos era a Antropomancia (foto abaixo, ilustrativa).  O rito - utilizados para acalmar os deuses e espíritos malignos - também consistia em livrar-se de algum indivíduo inconveniente. 
O coração do sacrificado devia ser criteriosamente interpretado para decifrar o futuro. Durante o sacrifício tudo era analisado, desde os gritos, enquanto a vítima estava ainda viva, até as condições de suas entranhas e, principalmente, o coração. 
Fico imaginando como era ensinada aos sucessores da prática: “Você não interpretou corretamente o grito, por isso foi reprovado! Pode tentar na próxima vez...” 


7) Os ratos, aparentemente, sempre tiveram alguma ligação com o futuro das pessoas sendo chamado de a Miomancia (foto abaixo). Os povos rotulados brâmanes (classe hinduísta) já adivinhavam o futuro observando os buracos que estes roedores forjavam nas vestimentas de seus consultores. Até hoje, eles são seres "sagrados" na Índia. 
Na Idade Média, as ratazanas e os ratos serviam como fornecedores de inúmeros indícios: era sinal de boa sorte encontrar dois roedores em uma só armadilha, e outorgavam a morte do proprietário quando se lançavam ratazanas ou ratos para o exterior de sua propriedade.
Não falariam que era sinal de sorte na época da Peste Negra (a causa era as pulgas de roedores), embora nem soubessem que era por conta do acúmulo de lixo que atraía esses bichinhos e espalharam a praga...


Fica a dica: as grandes resoluções precisam partir do indivíduo... Mas se quiserem seguir alguma das inúmeras formas de vidência, fiquem à vontade! Mal não faz! Hehehehe...

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sexta-feira, 31 de julho de 2020

Vikings 'chapadões'?!?

Um estudo realizado pelo etnobotânico Karsten Fatur, da Universidade de Ljubljana da Eslovênia, e publicado em 15 de novembro de 2019 no Journal of Ethnopharmacology, trás informações novas sobre os guerreiros do norte da Europa, vindos da região da Escandinávia, sobretudo. Estão sentados? Pois acompanhem! Esse estudo supõe que os tradicionais transes dos guerreiros vikings berserkers (foto ao acima) eram autoinduzidos pelo uso de uma espécie de cogumelo venenoso com propriedades alucinógenas e afirma também que este estado era causado pelo uso de uma planta chamada henbane (Hyoscyamus niger).

Vikings berserkers eram os guerreiros nórdicos ferozes, originados da Germânia, que juraram fidelidade ao deus Odin e que despertavam uma fúria incontrolável antes de qualquer batalha. A explicação para esse estado de frenesi então foi dado pelo uso do 'cogumelito' alucinógeno. Quem diria, hein?

Estudos anteriores sugerem que o cogumelo Amanita muscaria - esse simpático ser da foto ao lado - foi usado pelos nórdicos para se tornarem ainda raivosos e perigosos em batalha. Berrando ensandecidos, causariam mais medo no oponente. 

Sabe-se ainda que na Sibéria esse cogumelo era seco e consumido durante rituais religiosos para alcançar um estado psicoativo. 
No entanto, etnobotânico do estudo supracitado acredita que o henbane (foto abaixo), também conhecido como meimendro, seria um candidato mais provável que fosse usado pelos vikings.

Esta planta, que se originou no Mediterrâneo, mas se espalhou para o norte da Escandinávia, era bem conhecida na Idade Média por ter efeitos entorpecentes, sendo adicionada até às cervejas medievais, tanto que as autoridades proibiram essa prática em 1507. Poderia ser uma razão por estarem tão destemidos em batalha. 

Fatur observou achados arqueológicos da Escandinávia que mostram o henbane sendo usado durante a Era Viking. Isso inclui o túmulo de uma mulher da Dinamarca (de por volta do ano 980) que inclui uma bolsa de sementes de meimendro com roupas, joias e outros bens que sugerem que ela era uma espécie de sacerdotisa ou xamã. 

O artigo oferece uma análise do por que o henbane teria sido mais provável que os cogumelos (Amanita muscaria): “Como discutido anteriormente, ambas as substâncias podem causar aumentos de força, nível alterado de consciência, comportamento selvagem/delirante, espasmos e vermelhidão da face, os quais foram associados aos vikings. O que faz do Hyoscyamus niger uma causa teórica mais convincente do estado de berserker, no entanto, são os sintomas adicionais que não são comumente vistos em intoxicações envolvendo Amanita muscaria. Além dos sintomas anteriores, os alcalóides do H. niger também têm efeitos de eliminar a dor, o que pode ser responsável por alguns dos relatos da suposta invulnerabilidade dos berserkers nórdicos”. 

O pesquisador também observa alguns outros efeitos que podem ter sido causados pelo consumo de henbane, o que foi detalhado em estudos sobre casos modernos do uso da planta. Isso inclui a incapacidade de reconhecer rostos (foi dito que os berserkers não eram capazes de distinguir amigos e inimigos na batalha), a remoção de roupas e a perda de pressão arterial, o que pode explicar por que os berserkers não perdiam muito sangue quando atingidos por lâminas. 

Existem alguns aspectos do comportamento do berserker que não podem ser explicados usando o henbane, a saber, por exemplo: o bater dos dentes e a mordida nos escudos. 
Fatur espera que pesquisas futuras tragam mais insights sobre estes tópicos, mas já dá para imaginar que eles estariam era doidões mesmo!

(Fonte: Megacurioso)


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quarta-feira, 29 de julho de 2020

Nero: pega fogo cabaré!

O conhecidíssimo Imperador Nero – último imperador romano, da dinastia júlio-romano – possuiu a fama de ter tido uma postura polêmica e desequilibrada em muitos níveis durante seu governo.
Seu reinado (de 54 a 68 d. C.) é associado à tirania e por uma série de execuções. Porém, não diferente das histórias de outros imperadores romanos, é um tanto difícil de separar realidade da ficção.

O nome verdadeiro do imperador era Lúcio Domício Ahenobardo, que mais tarde passou a se chamar Nerone Cláudio César Augusto Germânico, ou simplesmente, Nero.
Apesar de ser representado, muitas vezes, como um sujeito moreno,  consta que Nero (foto abaixo) era loiro, de olhos azuis e possuía sardas.

Nero foi "proclamado adulto" com apenas 14 anos. Começou suas atividades políticas como procônsul ao lado de seu padrasto, Cláudio, aparecendo até nas moedas do império como o sucessor do cargo.
No ano 54, Cláudio faleceu vítima de envenenamento causado pela mãe de Nero, Agripina Menor. Claro que ela queria seu filho no posto mais alto do gigantesco império romano e teria arquitetado o assassinato, algo bem comum entre as mulheres que se envolviam com política.
Assim sendo, Nero ser tornou imperador aos 16 anos e já casado com sua meia-irmã Cláudia Octávia.

Enquanto seu poder crescia, o descontentamento com sua esposa também aumentou. Por isso, começou a traí-la com uma escrava recém liberta, também chamada Cláudia Acte.
Sua mãe, entretanto, descobriu a infidelidade e cobrou do filho o compromisso com a meia-irmã.
A essa altura, Nero sentia que a mãe mexia demais com sua cabeça, e influenciava no governo na mesma medida que seus mentores, Sêneca e Burro (será que é da família do... Deixa pra lá!). Depois de ter matado seu irmão adotivo, Britânico, que provavelmente tomaria o trono de Nero por ser o herdeiro legítimo e estar chegando à idade adulta, o imperador expulsou sua mãe da residência oficial.
No entanto, Nero se separou de Cláudia, e a acusou de infertilidade. Não satisfeito, exigiu que ela fosse exilada do império e, depois, executada.

Oficialmente liberto do matrimônio, começou a se relacionar com Pompeia Sabina, esposa do amigo e futuro imperador Marco Sálvio. 
Sua mãe, entretanto, ainda parecia ser um empecilho em sua vida e então, ele decidiu que não conseguiria se casar com Sabina enquanto Agripina estivesse viva. O famoso: “só casa com Pompeia por cima do meu cadáver!” Dito e feito! O imperador decidiu que deveria assassinar sua mãe, ordenando sua morte em 59 d.C.. 

Nero só casou com Pompeia em 62 e a relação entre os dois também não durou muito. 
Conhecido pelo seu histórico de violência (que isso?! Imagina!), Nero teria espancado a esposa até a morte, em um surto de raiva e ira. 
Para sua maior surpresa, quando ele ficou sabendo que Pompeia estava grávida (do segundo filho) no momento de sua morte, o fato teria perturbado o homem para sempre. Nero teria entrado em um profundo luto e historiadores modernos acreditam que, na verdade, Pompeia pode ter morrido de abordo ou complicações no parto e não fora vítima de um ataque raivoso do marido.
Surpreendentemente, após esse (suposto) sangrento episódio, Nero foi poucas vezes visto se relacionando com outras mulheres.
Mesmo assim, praticamente um ano depois, Nero se casou com Estacília Messalina, que já era casada. Isso não era problema e não fazia a menor diferença, já que seu marido teria sido obrigado a se matar para que o Imperador pudesse tomar a sua esposa. Esses assuntos parecem intriga da oposição, não é?
Ela foi uma das poucas cortesãs de Nero que sobreviveram à queda de seu reinado.

Mas a relação que marcou sua sexualidade e vida íntima depois da morte de Pompeia foi a com um rapaz chamado Esporo. O escravo liberto seria, supostamente, parecido com sua falecida mulher, então, o líder romano ordenou que o moço fosse castrado para que pudesse  se casar com o imperador. Mas ele já não tinha se casado? É, os relatos são assim mesmo, conflituosos entre si. 
Depois de terem se unido em matrimônio, ele passou a ser chamado de Pompeia, e somente dessa forma. ("Me Chame Pelo Seu Nome" da Antiguidade?)
O casamento deles aconteceu em uma cerimônia tradicional, em que Esporo/Pompeia usou um véu, e na vida pública beijava o imperador sem o menor problema, em público.
O governante, de acordo com o escritor romano Suetônio, se dedicava a manter uma aparência física atraente para seus amantes. Eita, fofoca!
Há outros relatos de que o imperador tenha se casado com outro homem, chamado Pitágora... Mas, vai saber se é verdade?!...

Deixando a vida amorosa de lado, um pouco, vamos às outras excentricidades e barbaridades do imperador.

Nero gostava, principalmente, da esbórnia, por isso promovia os chamados Banquetes de Tigelino. Nada mais era do que uma simulação, em que o imperador se vestia com peles de animais e era liberto de uma jaula, onde depois, avançava para "agarrar vítimas" (homens e mulheres) que estavam presos em estacas. Esquisito? Também achamos...

Apesar de inúmeras (olha que são muitas!) execuções de inimigos e familiares, Nero foi ‘vitima de difamações’ que ele ‘carrega’ até hoje.  
Ele teria fama de perseguir e matar mais de 100.000 cristãos, pelo simples prazer da diversão! Inclusive, diz-se que costumava envia-los ao Coliseu para serem devorados por leões e/ou untá-los com óleo para servirem de archote iluminando os jardins de seu suntuoso palácio... Sim, como velas humanas!!! 
Em grande parte a ‘fofoca’ foi atribuída ao historiador Tácito (e outros, em partes), que tinha laços com a elite do Senado (senadores deturpavam a imagem dos imperadores para a posteridade para justificarem a legitimidade de outros governantes que apoiavam). Na época da morte do imperador, Tácito tinha apenas 12 anos, então como é que ele sabia dessas coisas, se não por um boca a boca exagerado? 
Outro dado que indica que era tudo "aumentado" para difamar o imperador é que o  famoso Coliseu foi construído depois de sua morte! 
Como diz o ditado - “quem conta um conto aumenta um ponto!” - mas, em cada conto sempre há uma PONTA de verdade...

Aprendemos na escola (ou não) um dado atribuído à Nero e que não passa de um mito: não foi ele quem colocou fogo em Roma! Passamos tanto tempo acreditando nessa informação, que Nero era piromaníaco, que ele teria colocado fogo na cidade para, em seguida, reconstruí-la de forma que fosse mais conveniente ao imperador... Então foi uma 'fake news' da Antiguidade?!?
Sim, pois segundo alguns estudos mais recentes, ele estava fora da cidade quando o grande incêndio começou. Além do mais, ele foi um dos mais afetados pelo fogo: perdeu propriedades e teve um grande prejuízo financeiro.

Seus dias finais, fugindo de seus opositores, não tiveram muito espaço e intervalo para as aventuras sexuais que o imperador tanto teria esbanjado ao longo de sua vida. Morreu aos 30 anos, esfaqueado por um de seus servos depois do mesmo ter solicitado que não morresse na mão de seus inimigos.

Problemas "mentais" pareciam muito comuns entre os imperadores romanos (conferimos essas especulações nas postagens anteriores do Calígula e Heliogábalo). Pesquisas recentes apontam uma provável causa: chumbo! Esse elemento tóxico afetaria a saúde de muitos, pois eles bebiam água em utensílios e jarras de chumbo, levadas até as vilas por tubulações do mesmo material. A quantidade do metal presente na água encanada romana continha 100 vezes a mais da substância do que em águas de nascentes!
É...

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segunda-feira, 27 de julho de 2020

Coincidências entre Kennedy e Lincoln

Aproveitando a postagem da semana passada sobre Abraham Lincoln (ver aqui), trouxemos fatos envolvendo os presidentes John F. Kennedy e Abraham Lincoln (foto abaixo), que nosso amigo Vander Romanini nos presenteou.


Uma sucessão de semelhanças entre as trajetórias de ambos chama a atenção, vejam:

➤ Abraham Lincoln foi eleito para o Congresso em 1846. 
E John F. Kennedy foi eleito para o Congresso em 1946.

➤ Abraham Lincoln foi eleito presidente em 1860. 
E John F. Kennedy foi eleito presidente em 1960.

➤ Os nomes Lincoln e Kennedy têm sete letras.
➤ Ambos estavam comprometidos na defesa dos direitos civis.

➤ As esposas de ambos perderam filhos enquanto viviam na Casa Branca.

➤ Ambos os presidentes foram baleados numa sexta-feira.
➤ A secretária de Lincoln chamava-se Kennedy.
Já a secretária de Kennedy chamava-se Lincoln. 

➤ Ambos os presidentes foram assassinados por sulistas. 
E também ambos os presidentes foram sucedidos por sulistas. 

➤ Os sucessores dos dois chamavam-se Johnson:
Andrew Johnson, que sucedeu a Lincoln, nasceu em 1808. 
E Lyndon Johnson, que sucedeu a Kennedy, nasceu em 1908.
➤ Andrew e Lyndon tem seis letras. 

➤ John Wilkes Booth, que assassinou Lincoln, nasceu em 1838. 
O Lee Harvey Oswald, que assassinou Kennedy, nasceu em 1938. 

➤ Os dois assassinos eram (e são) conhecidos pelos seus três nomes. 
➤ Os nomes dos assassinos têm quinze letras.

➤ Booth saiu correndo de um teatro e foi apanhado num depósito. 
Já Oswald saiu correndo de um depósito e foi apanhado num teatro. 

➤ Booth e Oswald foram assassinados antes do julgamento. 

➤ Uma semana antes de Lincoln ser morto ele estava em Monroe, Maryland. 
E uma semana antes de Kennedy ser morto, ele estava com Monroe, Marilyn. 

➤ Lincoln foi morto na sala Ford, do teatro Kennedy. 
E Kennedy foi morto num carro Ford, modelo Lincoln. 

➤ Ambos jogavam golfe tendo, inclusive, o mesmo "handicap"...



O 'Partículas da Curiosidade' agradece ao Vander pelo texto e pelo  apoio (sempre) ao blog!!

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sexta-feira, 24 de julho de 2020

O grande Abraham Lincoln!

Abraham Lincoln é conhecido por seus grandes feitos, a maior parte deles como o 16° presidente dos Estados Unidos. Tornou-se um dos maiores governantes da América por suas atitudes antiescravagistas e sua perseverança na luta contra a Guerra Civil, iniciada a partir da sua tomada de posse, em 1860. 
Lincoln é considerado pelo povo e por estudiosos como um dos 3 maiores presidentes dos Estados Unidos. 

Vamos às 10 curiosidades de Abraham Lincoln:

1) Ele nasceu em 12 de fevereiro de 1809, em um quarto de uma cabana na Fazenda Sinking Spring, no Condado de Hardin, Kentucky. 
Ele era o segundo filho de Thomas Lincoln e Nancy Lincoln. 
Sua mãe morreu bebendo o leite de uma vaca que, por sua vez, havia comido uma erva venenosa. Na ocasião, Abraham tinha apenas 9 aninhos!

2) Considerado "preguiçoso" em sua juventude, não pescava nem matava animais. Dizia não se sentir bem fazendo isso. Talvez só tivesse bom senso, né gente?!

3) Estudou apenas 18 meses em uma escola e, autodidata, formou-se em Direito. 
Apesar de criar a tradição de jurar a posse sobre a Bíblia, Abraham Lincoln tinha fama de cético, e ninguém nunca soube qual era, de fato, sua religião.

4) A maioria das descrições do físico de Lincoln sempre focam em sua altura - ele tinha 1,93m (!) – e na magreza. Porém, há relatos, mesmo que poucos, que o descrevem como um homem musculoso e portador de uma grande força. De qualquer modo, quando ele é retratado em filmes ou peças de teatro, sempre escolhem pessoas esguias.

5) Esse físico atlético se deve pelo fato de Lincoln ser um exímio boxeador. Comenta-se sobre os 300 combates de luta livre que lutou, teria perdido  apenas um. 

6) Além do mais, mencionam, também, que a voz de Lincoln era alta e penetrante. Algo que intimidava a população, assim como sua imagem. 
Em uma ocasião, acusaram-no de ser 'duas caras'. Lincoln se sobressaiu, mas não sem  humor: “Se eu tivesse dois rostos, estaria usando este?” É, faz sentido, Abe...!

Sobre sua aparência, durante sua campanha eleitoral (1860), Abraham recebeu uma carta de uma garotinha de 11 anos, Grace Bedell, sugerindo que ele deixasse seus bigodes crescerem, pois todas as mulheres gostavam de bigodes. No dia da posse presidencial, ele estava ‘barbado’, como o conhecemos das iconografias da época (foto abaixo). Após assumir o cargo, Lincoln pediu para conhecer a menininha para agradecer pelo conselho. Deve ter surtido efeito desejado, com as moças? Huuuum...

7) No período em estava na faculdade de Direito, Lincoln se apaixonou por Ann Rutledge – que estava noiva de outro homem, John MacNamar. 
John estava passando uma temporada em Londres e Ann preferia esperar a sua volta para romper o noivado pessoalmente. Infelizmente, ao longo da espera, Ann pegou febre tifoide e ficou gravemente debilitada. Lincoln a visitava todos os dias, porém, Ann morreu em pouco tempo e segundo relatos, durante 1 ano, ele entrou em profunda depressão por conta disso. Pobre Abe!

8) Um tempo depois, enquanto estava noivo de Mary Todd, ele se apaixonou por Matilda Edwards, o que colocou dúvidas sobre o casamento... E Mary, por sua vez, era conhecida por ‘flertar’ com outros homens, algo já de conhecimento de Lincoln. Inclusive, também, ela assumiu que por 2 anos antes da cerimônia, teve o desejo de romper a possível união.
No entanto, eles se casaram em 1842. As circunstâncias pela qual isso ocorreu divide opiniões. Um encontro em particular de Lincoln e Mary fez com que mudassem de ideia sobre o cancelamento do matrimônio. Em uma carta para um amigo, Abraham escreve que teria que se casar e a cerimônia seria dali alguns dias. Historiadores acreditam que Mary estivesse grávida, o que teria "acelerado" a decisão. 'Tá certo!

9) Apesar do sucesso, Abraham era descrito como um indivíduo com tendências melancólicas. Teria crises de depressão (como vimos no caso da morte de Ann) e ficava em estado debilitado com frequência.
Alguns biógrafos afirmam que ele teria até tentado cometer suicídio.
Em 1840, foi um dos anos mais difíceis da vida dele, na qual ele enfrentou uma severa crise, incapaz de trabalhar ou realizar qualquer outra atividade. Amigos contaram que ele passava horas falando o quanto era miserável e as pessoas próximas a ele passaram a esconder todas as facas de cozinha e navalhas de barbear, com receios de que poderia se matar a qualquer momento.
Que trágico!

10) John Wilkes Booth, um notório ator (e pior de tudo, era que Lincoln era fã proclamado deste ator!) e espião confederado, planejava sequestrar Lincoln com o intuito de fazer uma troca pela libertação de prisioneiros confederados. Após o discurso de 11 de abril de 1865, no qual Abraham promovia o direito de voto aos negros, Jonh, enfurecido, decidiu matar o presidente.
Assim, em 14 de abril desse mesmo ano, John assassinou Abraham enquanto ele e sua esposa assistiam a uma peça de teatro. 
Foi o primeiro caso de assassinato de um presidente nos Estados Unidos.

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quarta-feira, 22 de julho de 2020

Jean-Paul Sartre e os crustáceos!

Ninguém imagina que por trás de seu grande potencial intelectual, Jean-Paul Sartre (foto abaixo), filósofo, escritor e crítico francês, escondia uma pequena franqueza! Qual seria? Pasmem: Crustáceos! 

Quando era criança, o filósofo tinha medo de uma pintura que mostrava uma pata de um destes bichinhos, saindo do oceano e tentando pegar uma pessoa. 
Desde então, Sartre desenvolveu uma aversão a crustáceos e outros seres do mar. 
Seu medo era tão grande que ele chegou a ter um ataque de pânico, certa vez, depois de entrar na água na companhia de Simone de Beauvoir (para quem esta perguntando quem é: ela foi uma escritora francesa, filósofa e que contribuiu muito para a história do feminismo. Teve um relacionamento amoroso ‘aberto’, longo - 51 anos! - e polêmico com Sartre).
Na ocasião, ele teria imaginado que um polvo gigante surgiria das profundezas e o arrastaria até a morte. 
Soltem o kraken!!! 

Em outra ocasião, comenta-se que, após consumir um alucinógeno (ma ôe!), Sartre teve visões de lagostas que o perseguiam para qualquer lugar que ele fosse. 

Sartre faleceu em 15 de abril de 1980, de edema, em Paris e está enterrado no Cemitério de Montparnasse, em Paris, junto com o corpo de Simone.
Seu funeral foi acompanhado por mais de 50000 pessoas... E para seu descanso pleno, não foi computado nenhum crustáceo, rsrsrsrs...!

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segunda-feira, 20 de julho de 2020

A pipa do Benjamin Franklin não sobre mais!

Benjamin Franklin foi um diplomata, escritor, jornalista, filósofo e cientista norte-americano.

Em um espaço de poucos anos, fez descobertas sobre a eletricidade que lhe deram reputação internacional. Ao identificar as cargas positivas e negativas, demonstrou que os trovões são fenômenos de natureza elétrica. Eis que surge seu 1° invento: o para-raios!

Foi em 1º de outubro de 1752, empinando uma pipa em meio a uma tempestade de raios, que ele resolveu fazer seu experimento. Simples!
A pipa era comum, feita de seda presa em uma linha que possuía uma chave de metal amarrada em sua extremidade final.

Mas o quê poucos sabem é que o inventor, literalmente, era conhecido também pela quantidade de tempo que passava debaixo dos lençóis, praticando aquela que era, sem dúvida, uma de suas atividades favoritas. De acordo com a autobiografia de Franklin, ele era obcecado por sexo (!!!!) e teve início ainda quando era adolescente, tendo frequentado várias casas de prostituição. 
Que safadinho!!

Conta-se que Benjamin (foto abaixo) perdeu alguns amigos porque "dava em cima" das respectivas namoradas deles. Certa vez, quando tinha 18 anos, fez um tour com o amigo James Ralph, durante uma viagem a Londres. Durante o passeio, os dois brigaram quando Franklin, na cara-de-pau, flertou com a namorada de Ralph. Que fogo é esse, Frank?

Em Londres, ainda, ele teria seduzido uma mãe e a filha de 18 anos! Sem falar que contam que ele frequentou o ‘Hellfire Club’, um clube - literalmente um inferninho - para homens se divertirem à base de bebidas e prostituição, muito embora não fosse membro oficial.

Logo depois de retornar aos EUA, o cientista acabou se casando com uma mulher que era conhecida por sua falta de beleza. Dizem que Franklin, uma vez, a definiu como tão atraente quanto uma caneca de cerveja (como se ele fosse o mais atraente dos homens...)! Os biógrafos de Franklin acreditam que ele se casou somente para poder fazer sexo sempre que quisesse... O que era, no caso, o tempo todo! Que isso, jovem?! Precisava tratar isso!

Frank diminuiu os hábitos luxuriosos com o tempo? Claro que... Não! Pode-se dizer que o apetite sexual de Franklin aumentou ainda mais depois que ele completou 50 anos de idade.

Quando foi morar em Paris em 1776, Franklin continuou a realizar seus desejos carnais – e olha que ele já estava na casa dos 70 anos e bastante debilitado, graças a sérios problemas de saúde.

Segundo John Adams, que esteve ao lado de Franklin em Paris, “era impossível marcar qualquer compromisso com ele, que estava sempre envolvido em festas com muitas mulheres”. 

Benjamin Franklin morreu em 17 de abril de 1790, devido à inflamação da pleura (pleurisia). Seu túmulo se encontra na Christ Church Burial Ground , na Filadélfia, Estados Unidos. Nesta data, enfim, ele parou de fazer "testes com a sua pipa"... rsrsrsrs...

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