quarta-feira, 8 de julho de 2020

Caroline de Brunsvique: banho é para fracos!

Caroline Amélia Isabel ou Caroline de Brunsvique (foto abaixo) nasceu na Alemanha e foi a esposa do rei Jorge IV, da Grã-Bretanha. Caroline e o então príncipe de Gales ficaram noivos sem que os dois tivessem se conhecido antes. Esse era um costume comum entre os nobres e herdeiros de tronos, os famigerados casamentos arranjados. 
Jorge apenas aceitou casar-se com ela porque tinha muitas dívidas e, se contraísse matrimônio com uma princesa aceitável, o Parlamento aumentaria o seu rendimento quando fosse rei.


Assim, Caroline e Jorge casaram-se em 8 de abril de 1795.
Porém, esse casamento não seria nada parecido com ‘um conto de fadas’!

A esposa de Jorge era uma pessoa amável e gentil. Mas... Não era muito conhecida por seu asseio e não se preocupava também em se vestir adequadamente. 
Quando Jorge - que era muito limpinho - foi apresentado à futura noiva, ficou aterrorizado! No encontro, começou logo a passar mal e quase desmaiou. 
Conta-se que durante a cerimônia, Jorge estava bêbado – será que era uma estratégia para criar coragem para encarar sua nova esposa?! Não vamos julgar, pois faríamos o mesmo!

Diante de tal situação, Jorge conseguiu visitá-la em seus aposentos somente 3 vezes (!): duas, na noite de núpcias e uma vez na noite seguinte. Há relatos de que ele teria dito que ela tinha tantas marcas de sujeira que ele chegou a ficar nauseado. Depois desses eventos traumáticos, teria decidido nunca mais tocá-la. 

O quê a falta de um banho não faz, não é mesmo?!

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segunda-feira, 6 de julho de 2020

O pequeno (?!) Napoleão Bonaparte.

Todo mundo sabe quem foi Napoleão Bonaparte, não é verdade?
Só refrescando a memória: Napoleão nasceu na Córsega, em 15 de agosto de 1769 e foi um líder político e militar durante os últimos estágios da Revolução Francesa. Adotou o nome de Napoleão I, Imperador Franceses o que, pelo visto, deixa no ar traços de uma personalidade megalomaníaca. 
Mas aposto que você não sabia que:

➤ Ele virou tenente bem cedo, aos 16 anos.

➤ O ato de Napoleão de coroar a si mesmo perante o Papa, causou a fúria de um dos maiores músicos de todos os tempos. Contemporâneos, Ludwig van Beethoven (falamos sobre ele em uma postagem em maio, ver aqui) nutria uma grande admiração por Napoleão e chegou a dedicar a ele, em 1802, a Terceira Sinfonia, conhecida hoje como “Eroica” (“Heroica”, em tradução do italiano). O alemão se arrependeu disso depois da coroação do imperador, em 1804, julgando ser um ato extremamente tirânico. Também achamos, Bee!...

➤ Até os 17 anos, Napoleão não tinha muito jeito com as mulheres. Magricela, de cabelos engordurados e de uniforme sempre amassado, não atraia muitos olhares femininos. As moças de Paris o consideravam desengonçado – foi apelidado de “Gato de Botas” por uma jovem amiga, porque suas botas eram negras e sujas e pareciam grandes demais para aquele par de pernas finas e curtas. 
Sua vida amorosa deslanchou aos 18 anos (ora, foi só um ano de desprezo!) em 1787, quando abordou uma prostituta nas ruas de Paris. Antes de irem para os 'finalmentes', ele fez um verdadeiro interrogatório para a moça: perguntou onde tinha nascido, de onde tinha vindo, como tinha perdido a virgindade… “Eu a aborreci depois, com minha insistência para que não fosse embora”, confessou o próprio Napoleão, em tom de timidez, nas páginas de seu diário. Queria o quê, Nap? 

➤ Enfim, casou-se aos 26 anos com Josefina de Beauharnais, uma nobre viúva de um visconde, que adorava esbanjar a fortuna de Bonaparte e trair o marido. (Mas o cara não estava com sorte no amor, meeeeeesmo!) O imperador deu o troco (ah, agora sim!) e virou um tremendo “pegador” depois. #garotopiranha

➤ Se bem que... Fofocas rolam demais. A situação não seria muito favorável para Nap... Diz as más-línguas que Bonaparte teria um... micropênis (!), compatível com um de uma criança! As contas são exatamente 2,54 cm em ‘descanso’ (que maldade! Parece que, na verdade, era 3,8 cm) e quase 6,0 cm em ‘ação’. 
Melhor nem comentar...!

➤ O imperador da França (foto ao lado) era bem guloso. Gostava de comer com as mãos e adorava pratos banhados em gordura. No café da manhã, comia ovos fritos com azeitonas e pimenta. No almoço, devorava muita linguiça. O excesso, no entanto, vinha à noite: De acordo com uma revelação do cozinheiro do palácio, Denis Dunant, o patrão tomava uma sopinha de feijão com legumes antes de dormir. O caldo era tão espesso que a colher ficava em pé no meio do prato. 

➤ Napoleão era extremamente racista e é considerado por Claude Ribbe, autor do livro “Os Crimes de Napoleão”, como um dos precursores de Hitler. Segundo o escritor, o imperador proibiu militares negros de morarem em Paris, barrou casamentos inter-racial e revogou a abolição da escravatura nas colônias. Que isso, homem!
Ainda de acordo com Ribbe, ele estimulou na colônia francesa do Haiti que os subordinados matassem o maior número possível de negros. Na Córsega e na ilha de Elba, teria criado campos de concentração. 
Aí, não teve graça...!

➤ Há muita ‘fofoca’ de que ele era baixinho. Na verdade ele media 1,68 m, uma estatura normal, hoje e para a época... E maioria dos retratos, "Bona" aparece com a mão na barriga, já repararam? Não era pose de capa da Vogue... O imperador apresentava dores estomacais, devido a uma úlcera ou uma hérnia – ele apertava o estômago para aliviar a dor, enquanto pousava para os retratos. Mas sim, o outro aspecto é que o estilo classicista da época apreciava tal posição que acabou sendo marca registrada dele.

➤ Napoleão morreu em 5 de maio de 1821, na Ilha de Santa Helena (onde estava preso e exilado). Pesquisadores encontraram arsênico (veneno) em suas vestes, seu cabelo, em talheres e pratos e em móveis. (Suicídio, como Hitler?)
Porém, de acordo com historiadores, seu corpo passou por uma autópsia. Uma das versões é a de que o procedimento teria revelado que ele morrera de câncer no estômago. Provavelmente, Bonaparte tenha sido tratado com algum medicamento que possuía, em sua composição, arsênico e se que acumulou no seu organismo e o intoxicou.
Arsênico também era usado, na época em papéis de parede (lembram-se do “Verde de Scheele”? Veja aqui), como pigmento verde, presente no ambiente onde se encontrava Napoleão.
Antes da descoberta dos antibióticos, o arsênico também fazia parte de um composto químico usado (sem efeito) no tratamento da sífilis, levando à especulação de que ele poderia estar sofrendo da doença.
Em 2005, pesquisadores da Suíça divulgaram um estudo que indica que Napoleão perdera em seu último ano de vida, pelo menos 11 quilos, após análise de 12 calças usadas por ele, antes e durante o exílio na ilha. Esse dado é compatível com a situação de quem sofre com câncer gástrico.
Assim, ainda não foi sabe-se ao certo qual teria sido a causa da morte, mas as opções estão aí. 

Ah! Outro fato curioso: aparentemente, sem explicação... Napoleão teria sido enterrado sem seu pênis, que depois da autópsia teria ido parar nas mãos de um padre e desaparecido. No começo do século 20, ele chegou a ficar exposto no Museu de Arte Francesa, em Nova York. Em 1977, um urologista americano, John J. Lattimer, teria adquirido o ‘pequeno membro’ em um leilão, por 3 mil dólares (!) e está até hoje sob os cuidados de sua filha.

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sexta-feira, 3 de julho de 2020

Lord Byron: o controverso!

Uma das figuras mais controversas do Reino Unido, o satírico George Gordon Noel Byron, ou simplesmente Lord Byron, entrou para a história da literatura no século 19, depois de escrever vários poemas, entre eles os seus dois poemas mais importantes – os longos ‘Don Juan’ e ‘Childe Harold’s Pilgrimage’ (Peregrinação de Childe Harold). 
A verdade é que Byron é até hoje uma figura enigmática da literatura inglesa. Por mais que estudem ou escrevem a seu respeito, persistirá a contestação. Vamos aos fatos (ou mitos) de Lord Byron!

➤ Lord Byron nasceu em Dover (outra fontes afirmam que foi em Londres), no Reino Unido, em 22 de janeiro de 1788 e tinha um defeito no pé direito, por isso mancava quando andava. 

➤ O pequeno Byron não pôde conhecer muito bem o pai, pois ele morreu de tanto beber quando o garoto tinha apenas três anos. Seu pai, John Byron era um soldado violento e que acumulava monstruosas dívidas, na qual, dentre outras situações, rendeu-lhe o apelido de “Jack Louco”. 
Sua mãe, Catherine, tinha mudança de humor e crises melancólicas, fazendo com que descontasse sua ira/infelicidade em seu filho: certa vez, ela tentou surrá-lo até a morte com um par de tenazes de lareira.  Eita!
Além disso, ela também teria o hábito de beber (embora, alguns biógrafos descartem o alcoolismo), Byron zombava dela, chamando-a de “baixinha e gorda” (e parece que era mesmo!) e ela retrucava chamando-o de “pirralho manco”, tornando difícil sua educação. Que "meiguice", hã?! 

➤ Ainda pior, existem relatos que a governanta de Byron, May Gray, o molestou quando ele tinha a idade de nove anos. 

➤ Talvez a única coisa boa que tenha acontecido na infância de George foi ter herdado a fortuna de seu tio, juntamente com o título: Barão Byron de Rochedale. Dali em diante, George Gordon passou a ser conhecido como "Lord Byron".

➤ Quando cresceu ele se tornou um homem extremamente atraente (foto ao lado). Exceto pelo defeito no pé, a única "imperfeição" de Byron era uma tendência a engordar. Num padrão típico do século XIX, ele superou essa predisposição passando fome e ingerido copiosas quantidades de laxante.
Não façam isso, pessoal!!

➤ À época, muita gente acreditava que Byron era um escritor que usava a literatura simplesmente para transmitir o seu cínico desprezo pela humanidade.
Ele repudiava os excessos nos jantares da burguesia britânica, principalmente os alimentos de origem animal. No entanto, Lord Byron nem sempre foi vegetariano. Inclusive houve um período em que ele chegou a discutir com o também poeta Percy Shelley, (marido da escritora Mary Wollstonecraft Shelley - a autora do Frankenstein), sobre seus descontentamentos em relação ao vegetarianismo. Porém, mais tarde admitiu em carta à sua mãe que estava determinado a se livrar completamente dos alimentos de origem animal, uma decisão que pode ter sido influenciada por Percy. Segundo o poeta britânico, se abster de consumir carne iria proporcionar-lhe percepções mais claras, um novo entendimento da vida e do mundo. 

➤ Tomada a decisão, Byron - que até então era considerado tão volátil como ser humano quanto artista - adotou, em certo período, um estilo de vida surpreendentemente frugal, com uma alimentação baseada em água e biscoitos caseiros, preparados a seu gosto.
Das bebidas alcoólicas, apenas o vinho branco ainda o acompanhava. 
Em 1818, hospedou Percy e Mary Shelley em sua casa com ares de castelo, na Vila Diodati, nas imediações do Lago de Genebra, na Suíça.  Exatamente num período chuvoso que Mary escreveu o esboço de Frankenstein, a dieta de Lord Byron já era baseada em uma fatia fina de pão com chá no café da manhã; vegetais e uma ou duas garrafas de água com gás no jantar; e uma xícara de chá verde sem açúcar na ceia. Ao sentir fome, ocasionalmente ele mastigava tabaco ou fumava charutos. 
Há pesquisadores que creem que o vegetarianismo de Lord Byron era estimulado simplesmente por distúrbios alimentares (estava na cara!). Outros alegam que o vegetarianismo do poeta também foi inspirado no filósofo e matemático grego Pitágoras, que também era adepto do costume alimentar.

➤ O mais intrigante é que, dizem, o poeta John Polidori escreveu uma obra prosaica chamada 'The Vampyre', inspirada em alguns dias que ele conviveu com Byron e o casal Shelley na Suíça. E mais tarde, a história de Polidori inspirou Bram Stoker a escrever 'Drácula'. Muita gente crê que Drácula é um personagem baseado em pesquisas sobre o conde Vlad Tepes, mas tudo indica que o início de tudo foi a inspiração que veio a partir de Byron e o momento em que Polidori escreveu O Vampiro! Conta-se que Byron não gostava de claridade e, na sua casa da Suíça, estava sempre nos cômodos escuros. 
Vai saber se isso era verdade...!

➤ Ainda hoje sua imagem quase sempre é associada a orgias, relacionamentos carnais com centenas de mulheres e muitos relatos envolvendo bebedeiras. Herança genética, talvez? 
Byron era o ‘Don Juan’ (desculpem o trocadinho com sua obra mais famosa) de sua época, e dizem que chegou a levar 250 mulheres para a cama em Veneza, em apenas um ano. 
Sua longa lista de amantes incluía Lady Caroline Lamb (que admiravelmente o descreveu como “louco, maldoso e perigoso de se conhecer”), sua prima Anne Isabella Milbanke (que se tornou Lady Byron em 1815) e, segundo relatos, a própria meio-irmã, Augusta Leigh (numa denúncia realizada pela amante vingativa rejeitada – Lady Caroline Lamb, esposa do primeiro ministro William Lamb). Muitos acadêmicos atualmente sustentam que a filha de Augusta, Mendora, era na verdade o fruto do seu caso com Byron, tornando-o, por assim dizer, uma figura muito mais complexa do que pensávamos...
Tampouco ele restringia suas experiências sexuais com pessoas do sexo feminino. Byron tivera numerosos casos homossexuais, especialmente com garotos menores de idade.
Como consequências, Byron se tornou o libertino mais festejado da Europa e suas realizações poéticas jamais acumularam tanta atenção quanto os rumores desenfreados que espalhavam a seu respeito. 
E uma delas - por estranho que seja - boa parte dos boatos envolvia Byron bebendo vinho no crânio de uma antiga amante... #macabro

➤ Nos tempos anteriores à fotografia, Byron tinha uma maneira incomum de guardar lembranças das suas ex-amantes. Guardava fragmentos de pelos púbicos das antigas amantes em envelopes, anotando em cada um deles o nome da mulher imortalizada no interior. Até a década de 1980, os envelopes e seus encaracolados conteúdos (risos) permaneciam em um arquivo na editora de Byron, em Londres. Depois disso, não se tem mais notícias do seu paradeiro dos fios íntimos. (Alguém achou nojento e jogaram fora, querem apostar?)

➤ Além das mulheres casadas e dos jovens rapazes, Byron adorava animais!
Sua exótica coleção incluía cavalos, gansos, um texugo, uma raposa, um papagaio, uma águia, um corvo, uma garça, um falcão, um crocodilo (oi?), cinco pavões, duas galinhas-de-angola e uma garça-azul egípcia (esse último, achei chiquérrimo!) 
Quando estudante em Cambridge, Byron manteve um filhote de urso em seu alojamento, como um atrevido protesto contra as regras da Universidade que proibiam cães nos dormitórios. Em uma de suas cartas, ele chegou ao ponto de sugerir que o seu companheiro urso se “candidatasse a uma bolsa de estudos”. E você aí rindo da galera que faz festa de aniversário para cachorro, hein? (risos)
Mas calma, que Byron também tinha animais mais convencionais. Costumava viajar levando cinco gatos, sendo que um deles se chamava Beppo (inclusive homenageado com um poema homônimo). Outro de seus amigos inseparáveis era Boastwain, um cão da raça newfoundland. Quando seu companheiro canino faleceu (de hidrofobia), Byron erigiu um monumento no túmulo da família (que é maior do que o próprio monumento a Byron) e eternizou a imagem de Boastwain em verso - que o inspirou a conceber 'Epitaph to a Dogem' de 1808.

➤ Como já vimos em outros casos, as lendas tendiam a superar a realidade... Ele partiu para a Grécia e para um encontro com o destino, auxiliando o movimento de independência grego a expulsar os turcos otomanos. Apesar de uma absoluta falta de experiência militar, Byron ajudou no treinamento de tropas e forneceu o dinheiro necessário para as forças rebeldes. Até hoje ele é considerado um herói nacional da Grécia.
Porém, Lord Byron contraiu febre reumática na ocasião (provavelmente por conta de malária) e morreu com apenas 36 anos, em 19 de abril de 1824.
Sua morte foi resultado de uma das mais mal orientadas técnicas médicas do século XI: sangrou, literalmente até a morte, pelos médicos! Eles fixaram doze sanguessugas nas têmporas de Byron numa tentativa de “extrair” a causa da temperatura elevada. Também o fizeram ingerir óleo de rícino pra induzir a diarreia, outra prática comum na época e que hoje é considerada insana pelas autoridades médicas e não é para menos! Ao todo, a brigada de sanguessugas extraiu quase meio litro de sangue de um homem já debilitado pela febre.  Menos de vinte e quatro horas depois, estava morto.
Dado a sua alimentação fraca, não é de surpreender que ele tenha sofrido dessa forma.

➤ Byron havia desejado ser enterrado no Poet’s Corner da Abadia de Westminster, mas um diácono não permitiu, alegando que era devido a sua má-fama. Em vez disso, Byron encontrou seu último descanso no túmulo da família em Hucknall Tockard.
Esse "descanso" foi perturbado em junho de 1938, quando numa mórbida experiência conduzida por motivos que ainda permanecem obscuros, 40 pessoas se juntaram em volta da sua tumba recém-aberta, querendo dar “uma espiada” no corpo do poeta. (Góticos doidos? Sim ou com certeza?). Quando a tampa do caixão finalmente foi erguida, somente três almas corajosas ali permaneceram. Um desses 'sem respeito' algum, descreveu o cadáver de Byron como “em excelente estado de preservação”. Exceto pela ausência do coração e do cérebro (que foram removidos durante a necropsia) e de um pé direito separado, Byron parecia muito bem para um sujeito que estivera se decompondo havia mais de 114 anos. Uma outra testemunha salientou que o “órgão sexual demostrava um desenvolvimento bastante anormal”, em termos de comprimento e diâmetro. Que raios de comentário! 
Bem-dotado até mesmo na morte, aparentemente Byron riu por último diante os seus "exumadores". No dia seguinte o túmulo foi lacrado e, finalmente, o deixaram descansar em paz.

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quarta-feira, 1 de julho de 2020

O 'biruta' Rei Carlos VI

O rei Carlos VI (foto abaixo), também conhecido como o ‘Bem Amado’ e o ‘Louco’, foi chefe da casa de Valois e Rei da França entre 1380 e 1422.

Tornou-se rei aos 11 anos, mas compartilhou a regência com 4 de seus tios, até terminar os estudos. O rei foi coroado aos 21 anos, mas seus tios tinham esgotado, praticamente, as reservas da coroa e Carlos teve que cobrar altos impostos, gerando muita revolta e confusão nas províncias francesas, só para variar um pouquinho.
Quando tudo começou a entrar nos eixos, ele passou a ser chamado de “Carlos, o Bem Amado”, e aí sim a coisa ficou boa...

... Mentira!!! Aos 23 anos, Carlos começou apresentar sinais de “desequilíbrio mental”. O rei estava caçando e de repente, mais do que de repente, pegou sua espada, matou um dos seus cavaleiros e partiu para cima do resto da companhia. Antes de ser controlado, Carlos matou ainda outros 3 homens e teve que ser levado de volta a Paris, amarrado. Segura o "hómi"!!!

E assim seguiram-se os rompantes de ‘pirações na batatinha’: num belo dia, ele não conseguia se lembrar do próprio nome e ele se esqueceu de que tinha mulher e filhos.
Durante o inverno de 1395 – 1396, ‘não batendo mais bem das bolas’, passou boa parte do tempo afirmando ser São Jorge – inclusive insistiu para que o brasão de sua família fosse refeito para refletir sua ‘santidade’.
Em outros episódios, em 1405, o ‘maluquinho’, se recusou a tomar banho por cinco meses e ficou todo o período sem trocar as roupas. Eca!!!

Nesta altura, ninguém  controlava mais o doidinho... Carlos era visto repetidamente, completamente nu (!) perambulando pelos jardins reais e remexendo na terra - sabe-se lá Deus o que fazia. 
O rei também acreditava que era feito de vidro, por isso não permitia que ninguém tocasse em sua pele, por medo de quebrá-la. É, caso grave...

O rei Carlos VI, o ‘maluquete’, morreu aos 61 anos de idade, em 1422. Dizem que foram de causas naturais... Hum, bem provável... Mas que tem um bocado de história louca sobre ele, ah isso tem. 

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segunda-feira, 29 de junho de 2020

A vida misteriosa de William Shakespeare: ser ou não ser, eis a questão!

Há mais de quatro séculos nascia um dos maiores escritores e revolucionários da história da dramaturgia e da literatura: William Shakespeare.
Mesmo que Shakespeare tenha sido inovador e influente na escrita e no teatro, sua existência é recheada de mistérios. 

➤ Começamos com seu nascimento. William nasceu e morreu em Stratford-upon-Avon, cidade ao sul de Birmingham. Ao que tudo indica, teria vindo ao mundo no dia 23 de abril de 1564 e faleceu também no dia 23 de abril, mas do ano 1616. A data de seu nascimento ainda é motivo de discussão: não há um registro formal do dia exato que Shakespeare teria nascido. Tudo o que existe sobre o assunto é um registro do batismo do escritor, que ocorreu em 26 de abril de 1564. Na época era comum que as crianças fossem batizadas três dias depois de nascerem, por isso, o dia 23 é o mais aceito entre os estudiosos. 

➤ O pai de Willian, John Shakespeare era fabricante de luvas - ou fazendeiro, de acordo com outras referências - e fazia vários "bicos", trocando coisas, vendendo bens de couro, madeira, malte e milho. Em 1556, ele foi selecionado para ser um “provador de Ale” oficial, o que significa que ele era responsável por inspecionar pães e licores de malte. Outras fontes contam que ele também era "provador de cerveja" e inspecionava as medidas irregulares de álcool e água nas bebidas. John também teria participado de algumas atividades ilegais, como vendas de lã sem licença e emprestado dinheiro a juros. 
Sua mãe, Mary Arden era filha de um fazendeiro aristocrata que, por acaso, havia sido o patrão de seu pai.
William Shakespeare fazia parte da família com mais sete irmãos.

➤ Há documentos de assinaturas do autor tais como: ‘Shappere’, ‘Shakespe’, ‘Shaxberd, entre outras – são mais de 80 maneiras diferentes de escrever o próprio sobrenome -, mas curiosamente não há nenhum registro da grafia "William Shakespeare" como usamos hoje em dia. Ele usava abreviações e variações como ‘Willm Shakp, ‘Willm Shakspere’ e a que se aproxima mais: 'William Shakspeare'. Talvez estejamos escrevendo o nome do autor de forma equivocada e nem sabemos, já pensaram nisso? 
Seja como for a grafia, acredita-se que o sobrenome Shakespeare venha das palavras antigas do inglês ‘schakken (brandir) e ‘speer’ (lança), e provavelmente se referia a uma pessoa argumentativa e confrontadora. Será que isso não tenha a ver com uma criação de "alter ego" ou ainda, um pseudônimo?

➤ Em novembro de 1582, o rapaz William, com 18 anos, casa-se com Anne Hathaway (sim! Esse é o mesmo nome da atriz americana que fez filmes como 'O Diário da Princesa' e 'O Diabo Veste Prada'!). A Anne de Shakespeare era filha de um fazendeiro e 8 anos mais velha do que ele. Hum, gostava de uma mulher madura, hei safadinho?! A notícia do casamento dos dois só se deu já na igreja, evidência de que a união havia sido arranjada pela situação "chocante" de Anne. Que situação era essa? Anne estava grávida! Olha só!!!!
Pouco se sabe sobre a relação de William e Anne, além do fato de eles terem vivido separados e que, em seu testamento, ele deixou para ela apenas a sua segunda (UAU!) melhor cama. Que falta de consideração, hein, homem!

➤ Seis meses depois do casamento, Shakespeare deu as boas vindas a uma filha, Susanna (que teve uma filha, Elisabeth), e os gêmeos Hamlet (que morreu ainda jovem) e Judith (cujos filhos morreram antes de se casarem) vieram em fevereiro de 1585. 
Mesmo com três filhos, a descendência do autor termina com a morte de sua neta Elisabeth, em 1670.

➤ Apesar de ser comprometido, há indícios de que o escritor se envolveu com outras mulheres e até (pasmem!) homens enquanto vivia sua rotina de dramaturgo. Mas que volúpia, hã?!?

➤ Um aspecto que é sempre questionado sobre o autor é a sua educação. Para muita gente, é pouco provável que um homem que não frequentou uma faculdade tenha sido "um gênio literário". Sabe-se que Shakespeare foi aluno de escola em Stratford, onde ele aprendeu a ler e escrever, também o latim, algo muito diferente da realidade vivida pelos seus pais. Eles, provavelmente, nunca aprenderam a ler ou escrever já que era comum para pessoas de sua classe social durante a era elisabetana não tivessem educação formal. Sua esposa e seus dois filhos (que viveram até a vida adulta, Susanna e Judith), também eram analfabetos, apenas Susanna sabia assinar seu nome.

➤ Em 1592, Shakespeare vai para Londres, e começa a trabalhar como dramaturgo e produzindo suas primeiras peças. Mas e antes disso? 
No intervalo de 1585 a 1592, na vida de Shakespeare, possui lacunas. 
Foi em 1585 quando foram registrados os batismos de seus gêmeos e em 1592 quando Robert Greene o denunciou em um panfleto como um “oportunista”. O insulto sugere que ele já tinha feito um nome no cenário londrino.
Não se sabe por que ou quando Shakespeare se mudou para Londres, ou quais profissões ele exerceu durante estes sete anos "perdidos". 
Alguns pesquisadores defendem que ele teria se mudado para Londres para fugir da punição de um senhorio (um político local) de Stratford-upon-Avon, por ter caçado veados em sua propriedade. Outros afirmam que o escritor havia trabalhado como professor, o que justificaria seu domínio da língua inglesa ou ainda que teria estudado direito, e viajado pela Europa continental. Há ainda outra teoria de que Shakespeare simplesmente teria se juntado a uma trupe de atores que ia de Stratford-upon-Avon para Londres. Nenhuma delas podem ser comprovadas pela falta de documentos ou registros. 

➤ Nossa noção sobre a estética e a aparência de Shakespeare (foto ao lado) vem da série de retratos do século XVII que podem ou não ter sido pintados enquanto ele estava sentado atrás da tela. Em uma das pinturas mais famosas, ele tem uma barba cheia, uma careca com cabelos atrás, gola da camisa frouxa e uma brilhante argolinha dourada na orelha esquerda. Mesmo no tempo de Shakespeare, homens com brincos eram sinônimo de um estilo de vida boêmio, como evidenciado em outros retratos de artistas elisabetanos.  A moda pode ter sido inspirada pelos marinheiros, que usavam um único brinco de ouro para cobrir os custos do enterro no caso de morrerem ao mar.
➤ Segundo um estudo feito na África do Sul, Shakespeare provavelmente fumava enquanto escrevia suas obras. Após encontrarem 24 cachimbos com mais de 400 anos no que teria sido o jardim do escritor, análises de cromatografia gasosa e espectrometria de massa revelaram resquícios de maconha em oito deles, folhas de coca em dois e nicotina em um. Os pesquisadores acreditam que Shakespeare usava essas substâncias pelas propriedades de estimulação mental que elas possuem em suas composições. Shakespeare curtia uma erva? Isso explica algumas coisas, rsrsrsrs...

➤ Em toda a sua obra, Shakespeare usou 28.829 palavras diferentes. O ‘Oxford English Dicitionary’, atribuiu a Shakespeare mais ou menos 3000 palavras inglesas que são usadas atualmente. Acredita-se que ele influenciou a língua inglesa mais do que qualquer outro escritor na história, popularizando termos e frases que eram usados nas conversas do dia a dia. Não só divulgou como também teria inventado várias palavras, como “addiction” (“vício”), escrita pela primeira vez em 'Otelo, o Mouro de Veneza'; “obscene” (“obsceno”), presente em 'Trabalhos de Amores Conquistados' ou “lonely” (“solitário”), em 'Coriolano'. As expressões “Knock knock! Who's there?” (“Toc toc! Quem bate?”) e “Break the ice” (“Quebrar o gelo”) também foram invenções do escritor, e apareceram pela primeira vez em 'Macbeth' e 'A Megera Domada', respectivamente.
Ele também leva o crédito por ter inventado nomes próprios como Olivia, Miranda, Jessica e Cordelia, que se tornaram populares com o passar do tempo (assim como outros, como Nerissa e Titania, que não ficaram tão populares assim... Porque será? rsrsrsrs...). 

➤ Os trabalhos de Shakespeare contêm mais de 600 referências a vários tipos de pássaros, de cisnes e pombas a pardais e perus. O estorninho – um pássaro lustroso e cantante com o dom de mimicar, nativo da Europa e da Ásia – faz apenas uma aparição, em “Henry IV, parte 1”. Este parece ser um indício de que ele curtia a observação de "penosos"!

➤ Aos seus 24 anos ele teria escrito cerca de 37 peças e 154 sonetos, uma verdadeira máquina de escrever humana. As peças de Shakespeare, geralmente, são encurtadas para serem apresentadas no teatro ou no cinema, pois, para se ter uma ideia, Hamlet, sua peça mais longa, demora cerca de quatro horas, no mínimo, para ser apresentada por completo. Haja fôlego para tanta declamação!

➤ Shakespeare não se limitava apenas em escrever seus sonetos e obras, ele também as representava no palco. Na peça Hamlet, ele atuou como o Fantasma, um de seus papéis mais importantes no compêndio bibliográfico.

➤ Apesar de suas peças e obras serem conhecidas mundialmente, o autor provavelmente não saiu do lugar onde morava. Em uma de suas peças, ele faz referência ao mar da Boêmia, quando, na verdade, em Boêmia não há nenhum mar em sua proximidade. Hoje, Boêmia é conhecida como República Tcheca.

➤ Antes de finalizar, vamos à grande polêmica: a partir das lacunas na vida do escritor e das coincidências com a trajetória de outros dramaturgos da época, várias teorias da conspiração surgiram e colocaram a identidade do escritor à prova.
Como um homem comum e provincial que nunca fez faculdade ou se aventurou para além da região se tornou um dos mais prolíficos e eloquentes escritores da história? Mesmo no início de sua carreira, Shakespeare escrevia contos que dispunham de grande profundidade e conhecimento sobre questões internacionais, capitais europeias e história, assim como tinham familiaridade com a corte real e a "high society" da época. Por esta razão, alguns teóricos já sugeriram que um ou mais autores que desejavam esconder suas identidades tenham usado a pessoa de William Shakespeare como disfarce. Alguns destes autores poderiam ser: Edward De Vere, Francis Bacon, Christopher Marlowe e Mary Sidney Herbert. As maiorias dos historiadores de literatura permanecem céticos quanto a esta hipótese, ainda que muitos suspeitem que Shakespeare chegou a ter outros escritores como colaboradores, Marlowe entre eles. 
No entanto, recentemente a pesquisadora Heather Wolfe, encontrou provas de que o cavalheiro de Stratford-upon-Avon e o dramaturgo revolucionário são, de fato, a mesma pessoa.

➤ Shakespeare morreu em 23 de abril de 1616, com 52 anos – nada mal para uma era na qual a expectativa de vida não passava dos 30 ou 40 anos! Nós podemos nunca saber o que o matou, apesar de um conhecido dele ter escrito que ele ficou doente após uma noite de bebedeira com o amigo Ben Jonson. 
Apesar de tudo, Shakespeare supostamente tinha meios para escrever o epitáfio de sua tumba, que fica localizada em uma igreja em Stratford. Com a intenção de afastar os numerosos ladrões de sepulturas que infestavam os cemitérios ingleses na época, os versos diziam:

 “Querido amigo, pelo amor de Jesus reprima-se / de cavar a poeira aqui encerrada. Abençoado seja o homem que poupar estas pedras, / E amaldiçoado seja aquele que mexer meus ossos”. 

O truque deve ter dado certo, já que os restos mortais de Shakespeare não foram, até hoje, perturbados. Porém, entre os arqueólogos, circula a teoria de que o crânio de Shakespeare teria sido roubado no século 18. Segundo religiosos da catedral, não há planos de violar o túmulo para descobrir se isso é verdade.
Então tá! ;) 

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sexta-feira, 26 de junho de 2020

O nariz empinado de Tycho Brahe!

O dinamarquês, descente de uma família nobre, Tycho Brahe (foto abaixo), do século 16, foi um astrônomo observacional ainda da era que precedeu a invenção do telescópio; suas observações da posição das estrelas e dos planetas alcançaram uma precisão sem comparação para a época.
Tycho trabalhou com Johannes Kepler (já mencionamos algumas curiosidades dele, veja aqui) e esteve à serviço de Frederico II da Dinamarca e mais tarde, do Imperador Rodolfo II da Germânia.

Além disso, também foi um nobre conhecido por sua excêntrica vida e morte.
Iniciamos com uma história dramática, de antes do nascimento de Tycho, em 1546. Seu tio, Jorgen Brahe, membro da nobreza e sem filhos, pediu ao seu irmão que deixasse adotar seu sobrinho assim que ele nascesse. O pai de Tycho aceitou, mas acabou se arrependendo depois. Como resultado, o futuro astrônomo foi raptado, ainda bebê, pelo próprio tio.

Em 1556, quando era estudante, Tycho Brahe, de natureza briguenta, duelou com um nobre dinamarquês, Manderup Parsberg e acabou perdendo parte do nariz! Pelo resto de sua vida, ele passou a usar uma prótese que teria sido de ouro e prata. Mas, em 1901, sua tumba foi aberta e observou-se que o osso no crânio, na região do nariz, tinha cor esverdeada, sinal de exposição ao cobre. Alguns historiadores especularam que ele teria várias próteses para diferentes ocasiões, notando que uma de cobre poderia ser mais leve e confortável que uma de metais preciosos e que poderia ser usado cotidianamente.
A foto acima, com um nariz perfeitinho, é a amostra do photoshop da época, rsrsrs...

Além disso, ele era um bom festeiro e adorava farrear com os amigos. Tycho teve sua própria ilha para eventos homéricos e também convidava, frequentemente, seus colegas para aventuras em seu castelo.
Nas festas, ele gostava de mostrar um alce de estimação e um anão chamado “Jepp”, que ele mantinha como um “bobo da corte” e sentado debaixo da mesa, onde Brahe ocasionalmente lhe dava restos de comida. Que coisa, não?

Com o tempo, Tycho ganhou notoriedade com suas descobertas e passou a ser encarado como um discutível e misterioso sábio, graças ao seu temperamento dominador e turbulento. 
Porém, quando casou-se, abandonou a alquimia (outra prática que exercia) e as polêmicas; vendeu as propriedades que possuía e dedicou-se com seriedade quase exclusiva aos estudos astronômicos. Não que perdesse as características de uma personalidade difícil (dizem que discutia com seus ajudantes e com os burocratas, o tempo todo), mas já não permitia que isso o atrapalhasse ou interferisse no trabalho.

Ainda assim, por centenas de anos, a crença geral foi que a paixão por festas teria sido uma das causas de sua morte. Acreditam que, durante um banquete em Praga, Brahe recusou-se a deixar a mesa, quando precisava fazer o famigerado número um - o xixi - por que considerava uma violação da etiqueta.
Creem que sua bexiga não aguentou e explodiu (o povo fala! Fala mesmo!), mas é bem provável que ele tenha sofrido de uma infecção renal. Neste momento moribundo, ele teria pedido para escreverem em seu epitáfio a seguinte frase: “Viveu como um sábio, morreu como um tolo”.  Seria verdade ou mais uma lenda?

Bom... Sabe-se que ele morreu 11 dias depois do tal banquete, em 1601, aos 54 anos.
Análises posteriores sugeririam que Tycho morreu em virtude de envenenamento com mercúrio. Níveis do tóxico elemento foram encontrados desde a raiz até as pontas de seus cabelos.  
Contudo, as concentrações de mercúrio encontradas mostram que não seriam suficientes para provocar o envenenamento. Ele poderia ter ingerido medicamentos que continham impurezas não-intencionais de cloreto de mercúrio, já que ele era um alquimista e assim sendo, familiarizado com a toxidade dos diferentes compostos de mercúrio. 
As causas de sua morte são, portanto, inconclusivas. 

Por fim, antes de falecer, Tycho Brahe forneceu todos os dados de suas observações para Kepler e pediu à ele que as publicasse seu último trabalho, as ‘Tabelas Rudolfinas’, dedicadas ao Imperador. Consta, também, que teria dito a Kepler:

“Ne frusta vixisse videar!”
(Não me deixe parecer ter vivido em vão!)


E não foi!

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quarta-feira, 24 de junho de 2020

Essa era a (venenosa) Cleópatra!

Cleópatra VII Filopátor foi a última governante do Reino Ptolemaico do Egito (51 a.C. a 30 a.C.).
Sua imagem como devassa, que levava seus amantes à perdição, é uma invenção dos romanos. Com a morte da rainha, eles fizeram o possível para manchá-la. 
Em geral, sua reputação foi moldada no decorrer dos tempos, modificadas e interpretadas de acordo com as múltiplas fontes. 
Por isso, listaremos 6 curiosidades da "Cléo" que (talvez) não sejam tão populares!

1) A briga de poder, planos de assassinatos e casamentos entre familiares eram comuns na tradição Ptolomaica - não foi diferente para o caso de Cleópatra e seus irmãos. Seu primeiro marido, Ptolomeu XIII - era, também, seu irmão mais novo - expulsou-a do Egito depois que ela tentou tomar posse do trono. Ela retornou um tempo depois, graças a ajuda do famoso Júlio César e em uma guerra civil, derrotou Ptolomeu, que morreu afogado no rio Nilo. 
Após essa guerra, Cléo decidiu se casar novamente, com seu outro irmão, Ptolomeu XIV. Acredita-se que ela tenha o assassinado em uma tentativa de tornar seu filho, co-governante. Ainda, em 41 a.C. ela projetou a execução de sua irmã, Arsínoe, que ela considerava uma rival ao trono.

2) Ao contrário do que muita gente pensa, Cleópatra não era totalmente egípcia, mas sim, era de origem grega!

3) Ela era uma rainha bem a frente do seu tempo! Também não era só um rostinho bonito (foto) – até por que não era mesmo!!! (risos) A imagem hollywoodiana não condiz muito com o que possivelmente foi a sua aparência real. 
Sua melhor arma de sedução, para influenciar a política, era sua simpatia e inteligência. Ela tinha, como se diz, o “conhecimento de como se fazer agradável a todos”.
Cleópatra foi educada em Alexandria, um dos maiores centros intelectuais da Antiguidade, e por isso, era capaz de recitar de cor partes da Ilíada e da Odisseia, de Homero. 

Aos 13 -14 anos, formou-se no estudo de retórica e aprendeu a organizar seus pensamentos com precisão e a expressá-los com elegância - sabia exatamente quando respirar, fazer pausas, gesticular, subir ou abaixar a voz. 
Estima-se que ela podia ler e falar, fluentemente, entre 10 e 12 línguas e compreendia matemática, filosofia, oratória e astronomia.  Ela também guardava grande respeito pelos eruditos de sua época e gostava de estar em sua companhia. 
O historiador Plutarco, apesar de odiá-la, dizia que Cleópatra tinha um ‘encanto irresistível, o qual nascia de sua conversa’.

4) Cléo era uma rainha vaidosa e isso não parece ser surpreendente! Sempre usava maquiagem, gostava de massagens com diversos tipos de óleos e costumava banhar-se com leite de... jumenta! Como muitos egípcios (que eram limpinhos) depilava o corpo e raspava a cabeça para evitar os piolhos. Para esconder a calvície, usava perucas.

5) Supostamente... Cleópatra teria inventado o primeiro vibrador. É... Ela produziu o tal objeto enchendo uma cabaça com várias abelhas. Bem "pra frentex"... Mesmo!!! 

6) A lenda de como Cléo morreu percorreu por séculos: ela teria sido envenenada ao permitir que uma serpente lhe picasse. 
Essa versão foi amplamente contestada. O próprio Plutarco (citado acima), por exemplo, afirmou que a rainha mantinha escondido em suas vestes um veneno muito potente. Outros historiadores apostam na possibilidade de que Cleópatra possa ter usado um alfinete, mergulhado no veneno de cobra, para se envenenar, ao espetar seu corpo com ele.
Recentemente, historiadores alemães afirmam que sua morte, provavelmente, ocorreu poucas horas depois de ingerir um coquetel de venenos, que incluía ópio, acônito (uma das plantas mais venenosas da flora terrestre) e cicuta (a mesma que matou o filósofo Sócrates).
Venenoooosa!

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